A campanha de vacinação contra a gripe no SUS (Sistema Único de Saúde) começou no sábado (28) e segue até o dia 30 de maio.
Podem se imunizar as pessoas que integram os grupos prioritários, considerados mais vulneráveis a desenvolver formas graves da doença: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos e profissionais da saúde.
O crescimento dos casos de gripe reforça a importância da proteção —todas as unidades da federação registraram aumento nos casos de Srag (síndrome respiratória aguda grave) nas últimas seis semanas, segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (26). A alta das formas graves é impulsionada pelo crescimento das internações por influenza A.
Veja a seguir tudo o que você precisa saber sobre a vacinação contra a gripe.
Quem pode tomar a vacina contra a gripe na rede pública?
Os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde são crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos e profissionais de saúde.
Além desses públicos, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários, sendo eles:
- Puérperas
- Povos indígenas
- Quilombolas
- Pessoas em situação de rua
- Trabalhadores da saúde
- Professores do ensino básico e superior
- Profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas (inclui policiais militares e civis, guardas municipais, bombeiros e integrantes das Forças Armadas, além dos agentes da CET em São Paulo)
- Pessoas com deficiência permanente
- Caminhoneiros
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade
- Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso (inclui motoristas de ônibus urbanos e intermunicipais)
- Trabalhadores Portuários
- Trabalhadores dos Correios
- População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
Dentro do público com doenças crônicas, podem se vacinar:
- Doença respiratória crônica (asma moderada ou grave em uso de corticoide inalatório ou sistêmico, DPOC, bronquiectasia, fibrose cística, doenças intersticiais do pulmão, displasia broncopulmonar, hipertensão arterial pulmonar e doença pulmonar crônica da prematuridade em crianças)
- Doença cardíaca crônica (congênita, hipertensão arterial sistêmica com comorbidade, doença isquêmica e insuficiência cardíaca)
- Doença renal crônica (estágios 3, 4 e 5, síndrome nefrótica e pacientes em diálise)
- Doença hepática crônica (atresia biliar, hepatites crônicas e cirrose)
- Doença neurológica crônica (AVC, paralisia, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular, deficiência neurológica grave e outras condições em que a função respiratória possa estar comprometida)
- Diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 em uso de medicamentos
- Imunossupressão (imunodeficiência congênita ou adquirida, por doença ou por uso de medicamentos)
- Obesidade grau 3
- Transplantados (órgãos sólidos ou medula óssea)
- Portadores de trissomias (síndrome de Down, síndrome de Klinefelter, síndrome de Warkany, entre outras)
Quando começa a vacinação contra a gripe?
A campanha nacional começou no sábado (28), com o Dia D de mobilização pelo SUS, e segue até o dia 30 de maio. As doses foram enviadas para as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.
Na região Norte, a vacinação ocorrerá no segundo semestre, devido à sazonalidade diferente do vírus.
Quanto custa a vacina da gripe na rede privada?
Na rede privada, o imunizante contra a gripe custa cerca de R$ 99.
Por que é preciso tomar a vacina da gripe todos os anos?
O vírus influenza sofre mutações frequentes, e por isso a vacina é atualizada todos os anos. As doses, portanto, são reformuladas para proteger contra as cepas que mais circulam em cada período.
Além disso, a proteção diminui ao longo do tempo, especialmente em idosos, por isso a vacinação anual é recomendada.
Quem tem esclerose múltipla e hipotireoidismo pode tomar vacina da gripe?
Pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos prioritários em São Paulo, incluindo a vacinação de pessoas com esclerose múltipla, hipotireoidismo, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares (como insuficiência cardíaca) e câncer, entre outras.
Fonte: Folha de S. Paulo



