O Supremo Tribunal Federal (STF) tem registrado, nos últimos dias, um aumento significativo nas ameaças e ofensas dirigidas à instituição e aos ministros da Corte. A intimidação cresce à medida que o julgamento sobre o recebimento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas se aproxima.
As sessões estão marcadas para as próximas terça-feira (25) e quarta-feira (26), em três sessões extraordinárias convocadas pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, no plenário do colegiado.
De acordo com o tribunal, cidadãos comuns têm enviado xingamentos por meio de mensagens telefônicas e e-mails, criando um ambiente de animosidade. Esse clima tenso chamou a atenção da Ouvidoria do STF, que, em conjunto com a equipe de segurança, começou a monitorar o cenário nas redes sociais.
Diante disso, o Supremo iniciou uma operação de segurança desde o começo da semana, preparando um plano detalhado para reforçar a proteção durante os dias do julgamento.
Algumas dessas medidas incluem o reforço de gradis de proteção ao redor dos edifícios da Corte e a intensificação do policiamento na Praça dos Três Poderes. Espera-se também um aumento no número de policiais militares na região, com a colaboração do governo do Distrito Federal, que já discutiu ações de segurança em reunião com o governador Ibaneis Rocha.
Estuda-se o fechamento da Esplanada dos Ministérios, embora o planejamento ainda esteja em fase de conclusão. Essas medidas visam garantir a segurança da Corte e a integridade do processo, em um contexto de crescente hostilidade e polarização política.
Fonte: Jornal O Tempo