Dados da primeira pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgados nesta quarta-feira, mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) cresceu e chegou a até 32% das intenções de voto no primeiro turno. O levantamento também mostra, no entanto, que o presidente Lula (PT) mantém a liderança e aparece como vencedor de todos os adversários em segundo turno, por uma diferença que varia de 5 a 20 pontos.
A pesquisa mostra que o melhor desempenho de Flávio (32%) acontece num cenário de primeiro turno em que ele tem como adversários principais Lula (39%) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (5%), sem a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já em uma ocasião em que Tarcísio entra na disputa, o chefe do Executivo paulista tem 26% das intenções de voto e registra empate técnico, dentro da margem de erro, com Flávio (23%), dividindo os votos da direita, enquanto Lula tem 36%.
Já em um cenário em que Flávio fica de fora e Tarcísio é candidato, o governador paulista tem 27% das intenções de voto, enquanto o petista registra 39%. O quadro descrito pela Quaest como o mais provável, no entanto, mostra Lula na liderança com 35%, seguido por Flávio em um segundo lugar confortável, com 26%, e Ratinho Júnior, governador do Paraná, com 9%
O levantamento também volta a testar a percepção sobre a candidatura de Flávio, lançada no início de dezembro. Ao longo do último mês, ele passou a apostar na aproximação com a mercado financeiro. O senador passou a sinalizar que deverá escolher para a Fazenda, caso eleito, um nome que possa exercer um papel parecido ao de Paulo Guedes, ex-ministro da gestão de Jair Bolsonaro (PL). No mesmo período, ele também viajou para os Estados Unidos, onde se encontrou com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Em entrevista ao programa do economista Paulo Figueiredo, aliado de primeira hora do bolsonarismo, Flávio também afirmou que poderia escolher o irmão para o Ministério das Relações Exteriores. Como mostrou o GLOBO, a declaração foi vista como precipitada por integrantes do Centrão, que, em parte, ainda são contrários à candidatura de Flávio e defendem a indicação de Tarcísio de Freitas. O governador paulista, no entanto, tem afirmado reiteradamente que deverá concorrer à reeleição. Como alternativa, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, pensa em uma chapa com Ratinho Júnior na liderança e Zema na vice.
Fonte: O Globo


