Alcolumbre demonstra insatisfação e não atende governo

Câmara dos Deputados - Cerimônia de abertura do ano legislativo para a retomada das atividades parlamentares. Davi Alcolumbre. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deixou caducar a Medida Provisória que criava o Redata, programa de incentivos fiscais para estimular a instalação de datacenters no Brasil, para mandar um recado de insatisfação diante das ações da Polícia Federal nas investgações tanto do caso Master quanto de aplicação de recursos de emendas parlamentares.

Existe no Congresso uma percepção de que o governo Lula “soltou a PF” em cima do Centrão, grupo político que aglutina partidos como o União PP, sigla do presidente do Congresso, como forma de reforçar o discurso eleitoral do “nós contra eles” e de que o presidente age para combater a corrupção do chamado “andar de cima”. Esse discurso deverá, de fato, ser o centro da campanha de Lula à reeleição.

Antes mesmo de deixar a MP do Redata “caducar”, Alcolumbre já não estava atendendo integrantes do governo. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que estava no comando da pasta durante a viagem de Fernando Haddad à Coreia, na comitiva de Lula, não conseguiu falar com o presidente do Senado quando foi alertado por expoentes da Câmara de que haveria dificuldade na discussão da MP na Casa.

O presidente Lula foi aconselhado a telefonar diretamente para Alcolumbre, mas não se sabe se ele entrou pessoalmente no circuito. Nesta quinta-feira, o senador mantém sua greve de silêncio e também não atendeu as tentativas de contato feitas por Haddad, que já voltou a Brasília.

Na Câmara, a MP foi aprovada num esforço concentrado na madrugada de terça para quarta-feira, depois da aprovação do projeto de lei antifacção. O Senado frequentemente reclama de ficar premido pelo prazo na discussão de medidas provisórias, mas, desta vez, o governo foi avisado já naquele momento de que havia uma insatisfação de Alcolumbre com o Executivo e as ações da PF.

O presidente do Senado já havia levado um drible ao longo da quarta-feira, quando a CPI do Crime Organizado aprovou uma série de requerimentos para levar o caso Master para dentro das investigações. A manobra aconteceu num momento em que Alcolumbre resiste às pressões pela criação de uma CPI específica para apurar as fraudes do banco de Daniel Vorcaro. Outras duas comissões, a CPMI do INSS e a CAE do Senado, têm encontrado brechas para avançar nesta apuração.

No último dia 6, a A Polícia Federal fez uma operação contra integrantes da cúpula da Amprev — Amapá Previdência, para investigar o investimento de R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master em 2024, valor que representa 4,7% do patrimônio líquido da previdência estadual. Entre os alvos, estava Jocildo Silva Lemos, presidente da Amprev, que foi indicado ao cargo por Alcolumbre.

O governo ainda estuda como vai fazer para restabelecer o incentivo aos datacenters. São estudadas a edição de um projeto de lei ou a inclusão do assunto em alguma outra MP.

Fonte: O Globo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deixou caducar a Medida Provisória que criava o Redata, programa de incentivos fiscais para estimular a instalação de datacenters no Brasil, para mandar um recado de insatisfação diante das ações da Polícia Federal nas investgações tanto do caso Master quanto de aplicação de recursos de emendas parlamentares.

Existe no Congresso uma percepção de que o governo Lula “soltou a PF” em cima do Centrão, grupo político que aglutina partidos como o União PP, sigla do presidente do Congresso, como forma de reforçar o discurso eleitoral do “nós contra eles” e de que o presidente age para combater a corrupção do chamado “andar de cima”. Esse discurso deverá, de fato, ser o centro da campanha de Lula à reeleição.

Antes mesmo de deixar a MP do Redata “caducar”, Alcolumbre já não estava atendendo integrantes do governo. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que estava no comando da pasta durante a viagem de Fernando Haddad à Coreia, na comitiva de Lula, não conseguiu falar com o presidente do Senado quando foi alertado por expoentes da Câmara de que haveria dificuldade na discussão da MP na Casa.

O presidente Lula foi aconselhado a telefonar diretamente para Alcolumbre, mas não se sabe se ele entrou pessoalmente no circuito. Nesta quinta-feira, o senador mantém sua greve de silêncio e também não atendeu as tentativas de contato feitas por Haddad, que já voltou a Brasília.

Na Câmara, a MP foi aprovada num esforço concentrado na madrugada de terça para quarta-feira, depois da aprovação do projeto de lei antifacção. O Senado frequentemente reclama de ficar premido pelo prazo na discussão de medidas provisórias, mas, desta vez, o governo foi avisado já naquele momento de que havia uma insatisfação de Alcolumbre com o Executivo e as ações da PF.

O presidente do Senado já havia levado um drible ao longo da quarta-feira, quando a CPI do Crime Organizado aprovou uma série de requerimentos para levar o caso Master para dentro das investigações. A manobra aconteceu num momento em que Alcolumbre resiste às pressões pela criação de uma CPI específica para apurar as fraudes do banco de Daniel Vorcaro. Outras duas comissões, a CPMI do INSS e a CAE do Senado, têm encontrado brechas para avançar nesta apuração.

No último dia 6, a A Polícia Federal fez uma operação contra integrantes da cúpula da Amprev — Amapá Previdência, para investigar o investimento de R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master em 2024, valor que representa 4,7% do patrimônio líquido da previdência estadual. Entre os alvos, estava Jocildo Silva Lemos, presidente da Amprev, que foi indicado ao cargo por Alcolumbre.

O governo ainda estuda como vai fazer para restabelecer o incentivo aos datacenters. São estudadas a edição de um projeto de lei ou a inclusão do assunto em alguma outra MP.

Fonte: O Globo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deixou caducar a Medida Provisória que criava o Redata, programa de incentivos fiscais para estimular a instalação de datacenters no Brasil, para mandar um recado de insatisfação diante das ações da Polícia Federal nas investgações tanto do caso Master quanto de aplicação de recursos de emendas parlamentares.

Existe no Congresso uma percepção de que o governo Lula “soltou a PF” em cima do Centrão, grupo político que aglutina partidos como o União PP, sigla do presidente do Congresso, como forma de reforçar o discurso eleitoral do “nós contra eles” e de que o presidente age para combater a corrupção do chamado “andar de cima”. Esse discurso deverá, de fato, ser o centro da campanha de Lula à reeleição.

Antes mesmo de deixar a MP do Redata “caducar”, Alcolumbre já não estava atendendo integrantes do governo. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que estava no comando da pasta durante a viagem de Fernando Haddad à Coreia, na comitiva de Lula, não conseguiu falar com o presidente do Senado quando foi alertado por expoentes da Câmara de que haveria dificuldade na discussão da MP na Casa.

O presidente Lula foi aconselhado a telefonar diretamente para Alcolumbre, mas não se sabe se ele entrou pessoalmente no circuito. Nesta quinta-feira, o senador mantém sua greve de silêncio e também não atendeu as tentativas de contato feitas por Haddad, que já voltou a Brasília.

Na Câmara, a MP foi aprovada num esforço concentrado na madrugada de terça para quarta-feira, depois da aprovação do projeto de lei antifacção. O Senado frequentemente reclama de ficar premido pelo prazo na discussão de medidas provisórias, mas, desta vez, o governo foi avisado já naquele momento de que havia uma insatisfação de Alcolumbre com o Executivo e as ações da PF.

O presidente do Senado já havia levado um drible ao longo da quarta-feira, quando a CPI do Crime Organizado aprovou uma série de requerimentos para levar o caso Master para dentro das investigações. A manobra aconteceu num momento em que Alcolumbre resiste às pressões pela criação de uma CPI específica para apurar as fraudes do banco de Daniel Vorcaro. Outras duas comissões, a CPMI do INSS e a CAE do Senado, têm encontrado brechas para avançar nesta apuração.

No último dia 6, a A Polícia Federal fez uma operação contra integrantes da cúpula da Amprev — Amapá Previdência, para investigar o investimento de R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master em 2024, valor que representa 4,7% do patrimônio líquido da previdência estadual. Entre os alvos, estava Jocildo Silva Lemos, presidente da Amprev, que foi indicado ao cargo por Alcolumbre.

O governo ainda estuda como vai fazer para restabelecer o incentivo aos datacenters. São estudadas a edição de um projeto de lei ou a inclusão do assunto em alguma outra MP.

Fonte: O Globo

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