Justiça por Orelha: morte de cão mobiliza protestos em capitais brasileiras

Manifestantes lotam Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo justiça por cão Orelha — Foto: Matheus Leite/CBN

A morte do cão Orelha, em Florianópolis, mobilizou uma série de protestos pelo país neste domingo (01). Manifestantes lotaram a Avenida Paulista, em São Paulo, com placas em que pedem justiça pelo cachorro e condenação dos envolvidos em violência contra os animais.

Orelha, um animal comunitário de cerca de dez anos, vivia na Praia Brava, na capital de Santa Catarina, e era cuidado pelos moradores. Ele foi agredido no último dia 4 de janeiro e, pela gravidade dos ferimentos, foi submetido à eutanásia. O caso foi denunciado à polícia no dia 16.

Previstas para diversas capitais brasileiras, as manifestações foram convocadas pela organização Cadeia Para Maus –Tratos.

Em São Paulo, o ato começou às 10h deste domingo, no Vão do MASP. Em uma das placas carregadas pelos manifestantes, a mensagem: “Justiça por Orelha: o cão da Praia Brava assassinado pela elite catarinense”.

Alguns dos manifestantes pedem leis mais duras e punições exemplares para que casos como o de Orelha não se repitam.

Outras capitais

No Rio de Janeiro, duas caminhadas estão previstas: às 10h, no Aterro do Flamengo, e às 16h, em Copacabana.

Em Belo Horizonte, a manifestação começou às 10h, na Feira Hippie.

Em Florianópolis, onde Orelha foi morto, o ato é no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, no centro da cidade, às 10h.

Já em Vitória, capital do Espírito Santo, o ato teve início às 10h, em frente ao Píer de Iemanjá, na Praia de Camburi.

Investigação

A Polícia Civil de Santa Catarina informou, neste sábado, que um dos adolescentes que teve a imagem divulgada como suspeito na participação de agressão ao cachorro Orelha passou a ser testemunha no caso. Inicialmente, quatro adolescentes eram investigados.

Os investigadores afirmaram que o jovem não aparece nas imagens e que a família apresentou provas de que ele não estava na Praia Brava, em Florianópolis, local do crime.

A Polícia Civil também disse que ouviu um dos adolescentes que faltava no âmbito do inquérito policial.

Os investigadores não encontraram, até agora, indícios no inquérito que confirmem que os maus-tratos contra o cão comunitário tenham sido praticados por grupos criminosos que usam da rede social para promover “desafios” para jovens.

Fonte: Folha de S. Paulo

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