A comunicação entre a equipe médica do polo-base de Rondonópolis, no Mato Grosso (MT), e os pacientes de 16 aldeias indígenas da região não é mais a mesma com a chegada da internet do Governo do Brasil. Antes, as emergências eram comunicadas via rádio amador. Agora, o aparelho é apenas um objeto decorativo na unidade de saúde. O telefone celular e os aplicativos de mensagens assumiram papel de destaque.
“A gente precisa de resposta rápida nos atendimentos de saúde. A chegada da internet nos ajudou muito. O serviço antes funcionava, mas era com muita dificuldade no contato. Agora é tudo rápido: acontece uma emergência e somos acionados logo pelo celular pelas aldeias. Conseguimos também acionar rapidamente o Samu”, detalhou Lucineia Friedrich, coordenadora do polo-base de Rondonópolis.
A internet instalada no alto da laje do polo-base de Rondonópolis é via satélite, por meio do programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações. O local realiza, em média, 200 atendimentos por mês e atende uma população aproximada de 1.270 pessoas, em sua maioria indígenas.
“Esta é a verdadeira inclusão digital: quando um médico consegue se comunicar com agilidade e salvar vidas de imediato, tudo com o uso do celular e de uma boa internet. O acesso é uma necessidade e um direito básico de todo cidadão brasileiro. Não existe serviço essencial efetivo no país sem inclusão digital”, disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Acompanhante de um paciente internado no polo-base de Rondonópolis, Silvia Kamani, da etnia Bacairi, reconhece a evolução proporcionada pela política pública. “Antigamente, nosso contato era via rádio amador. Agora é tudo com Wi-Fi. Hoje a equipe médica oferece atendimento mais rápido. Antes, até comunicar a emergência e a informação chegar ao posto, demorava muito”, lembrou a indígena.
A internet do programa Wi-Fi Brasil também auxilia a equipe médica nas ações da central de regulação e no agendamento de pacientes. “Temos pacientes internados aqui em observação. Cada um tem acompanhamento, e a solicitação de alimentos vem com a ajuda da internet”, acrescentou Lucineia Friedrich.
Em breve, os prontuários médicos devem migrar para o computador. Mas os primeiros passos rumo a um trabalho mais informatizado já foram dados: os enfermeiros realizam muitos atendimentos por videochamada. O Ministério das Comunicações avalia que a chegada do 5G ampliará ainda mais as possibilidades de atendimento remoto, incluindo telemedicina avançada e, no futuro, até cirurgias a distância.
Fonte: Agência Gov | via MCom



