Deputados mantêm veto de Mendes e barram reajuste a servidores do TJMT

Fachada da ALMT: deputados mantêm veto do governador contra reajuste de servidores da Justiça — Foto: ALMT

Os deputados estaduais decidiram acompanhar a decisão do governador Mauro Mendes (União) e mantiveram o veto ao projeto de lei que concedia 6,8% de reajuste aos servidores do Poder Judiciário. O projeto de lei havia sido aprovado em duas votações na Assembleia. Depois foi encaminhado ao governador, que poderia optar pela sanção ou pelo veto. Decidiu vetar e barrar o aumento aos servidores. E em sessão na tarde desta quarta-feira (03.12), os deputados estaduais, por 12 votos a 10, decidiram manter o veto e impedir o reajuste salarial dos servidores do Judiciário mato-grossense.

O veto prejudica cerca de 3 mil servidores do TJMT, entre ativos e inativos. Sindicatos de servidores públicos de Mato Grosso afirmam que o funcionalismo público do estado acumula uma defasagem salarial que chega a 20% por conta da não concessão do Reajuste Geral Anual (RGA).

Ao defender o veto, Mendes usou como base argumentos de “inconstitucionalidade e risco fiscal”. Na mensagem de veto nº 163, enviada ao presidente da ALMT, o governador afirma que o projeto é “materialmente inconstitucional” por supostamente violar dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Constituição Federal. Os argumentos foram refutados por parlamentares durante a apreciação do veto na Assembleia.

“Alguns pontos alegados inconstitucionais por parte do governador do Estado, quando veta o projeto de reajuste dos servidores do Judiciário, são inverídicos. Começa pelo seguinte: o único limite que é aplicável ao Poder Judiciário é o limite de 6% da Receita Corrente Líquida. É inverídico que o Poder Judiciário ultrapassa o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal porque a regra para o Judiciário é diferente para poderes autônomos. E o Judiciário nunca chegou a 6% da Receita Corrente Líquida. E nem concedendo três vezes o que está sendo concedido hoje chegaria no seu limite de 6% da RCL”, disse Janaína Riva. “A partir do momento em que um poder quer mandar no Poder Judiciário é querer dizer também que se compromete a relação de imparcialidade entre dois poderes”, completou a deputada.

Wilson Santos também argumentou pela derrubada do veto e pela concessão do reajuste. Ele justificou que o valor já faz parte do orçamento do Judiciário. “Esse dinheiro não está saindo da Assembleia, não está saindo do Ministério Público, nem do Tribunal de Contas e nem do Executivo. É uma dotação que pertence exclusivamente ao Tribunal, que foi planejado, planilhado, com o apoio dos 39 desembargadores. Não estamos votando matéria de foro íntimo”, disse o deputado.

A votação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi secreta. Segundo apuração do PNB Online, votaram a favor dos servidores: Carlos Avallone (PSDB), Eduardo Botelho (União), Janaína Riva (MDB), Faissal Calil (Cidadania), Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD), Elizeu Nascimento (PL), Paulo Araújo (PP) e Thiago Silva (MDB). Estiveram ausentes na votação o deputado Júlio Campos, que estava em viagem oficial representando o Parlamento mato-grossense no Rio Grande do Sul, e o deputado Dr. João.

Fonte: PNB Online

WhatsApp
Telegram
Facebook
X

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Notas do Enem 2025 já estão disponíveis na internet

As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já podem ser consultadas na Página do Participante, na internet. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  Segundo dados do balanço

Leia mais »
plugins premium WordPress